Este artigo faz parte do guia completo do ChatGPT.
Modelos de LinguagemModo agente do ChatGPT: o que aconteceu e como usar o Work
Escrevi a primeira versão deste artigo em julho, com o modo agente ainda ativo, e ensinei a ligá-lo pelo menu "Ferramentas". Entretanto esse caminho deixou de funcionar, e recebi a pergunta óbvia de quem seguiu o guia: onde é que ele foi parar? Reescrevi o texto para responder a isso, com o que mudou, o que se perdeu pelo caminho e como recriar o que já fazias.
Uma nota de transparência: a data exata em que o modo agente foi desligado varia consoante a fonte (há quem aponte o início de julho, outras fontes falam de agosto). O que todas confirmam é o essencial: a ajuda da OpenAI diz hoje que o agente "já não está disponível" e remete para o Work. Se a data te importa, confirma no centro de ajuda da OpenAI.
O que aconteceu ao modo agente do ChatGPT
O ChatGPT agent foi apresentado a 17 de julho de 2025 como a junção de três ideias: a capacidade do Operator de agir em sites, a do Deep Research de investigar, e a conversa normal do ChatGPT. Dava ao assistente um computador virtual próprio, com navegador, e deixava-o trabalhar sozinho em tarefas de vários passos.
Em 2026 a OpenAI trocou isto por outra coisa. O ChatGPT Work tem a mesma ambição (tarefas longas, com várias ferramentas), mas outra forma de trabalhar. Não houve período de transição nem guia de migração, o que apanhou de surpresa muita gente que já tinha fluxos montados.
Se o que queres é perceber o conceito de fundo, o nosso artigo sobre o que são agentes de IA explica a lógica sem depender de nenhum produto em concreto.
O que é o ChatGPT Work
O Work é o modo do ChatGPT pensado para tarefas mais longas e complexas. Consegue pesquisar e analisar informação, trabalhar com as aplicações e ficheiros que ligares à conta e entregar o resultado já feito: um documento, uma folha de cálculo, uma apresentação ou um site. Antes de avançar, costuma fazer perguntas para perceber o que queres e propõe um plano, para apanhar mal-entendidos cedo.
Está incluído nos planos Plus, Pro, Business e Enterprise. Os modelos que o alimentam fazem parte da família GPT-5.6, que explicámos no artigo sobre o GPT-5.6 e o ChatGPT Work.
Como ativar o ChatGPT Work, passo a passo
- Abre o ChatGPT na web ou na app móvel, com um plano pago.
- Por cima da caixa de texto, usa o seletor Chat/Work e escolhe "Work".
- Descreve o resultado que queres, com o formato final (por exemplo, "uma folha de cálculo com três colunas").
- Responde às perguntas de esclarecimento e lê o plano que ele propõe antes de aprovar.
- Vai acompanhando. Podes pausar, redirecionar ou parar a tarefa a meio.
No computador, precisas da app nova do ChatGPT. A versão antiga (a "Classic") não tem o Work, segundo as fontes que consultei. Se não vês o seletor, é quase de certeza por seres conta gratuita ou por teres a app desatualizada.
Repara na última frase do prompt. Pedir ao Work que te faça perguntas antes de arrancar poupa-te a pior parte dos agentes: esperar vinte minutos por um resultado que partiu de uma suposição errada. Se queres afinar a escrita dos pedidos, o guia de prompts para ChatGPT continua a aplicar-se.
Modo agente vs Work: o que mudou na prática
- Entregáveis em vez de cliques: o agente era forte a navegar em sites. O Work é mais forte a transformar pesquisa em documentos, folhas e apresentações.
- Sem sessões com login: o agente parava num ecrã de início de sessão, passava-te o teclado e continuava depois. O Work lê páginas públicas, mas não inicia sessão por ti nem te devolve o teclado a meio.
- Agendamento: o Work permite tarefas que correm uma vez, que se repetem ou que disparam quando acontece algo, como a chegada de um email (os gatilhos por evento não estão disponíveis nas contas Free e Go).
- Limites de utilização: o agente tinha números simples, cerca de 40 tarefas por mês no Plus e 400 no Pro. No Work, o consumo parece vir de um sistema de créditos partilhado com o Codex, e a OpenAI não os publica de forma tão clara. Vê a página de utilização da tua conta.
- Aprovações: antes de ações importantes, como enviar um email ou submeter um formulário, continua a pedir a tua confirmação.
Tinhas tarefas agendadas no modo agente?
Aqui há más notícias. Pelo que os relatos indicam, as tarefas agendadas criadas com o modo agente simplesmente deixaram de produzir resultados, e não existe migração automática. Tens de as recriar à mão no Work. Aproveita para as reescrever com o formato de saída bem definido, porque agora o Work responde melhor a "entrega-me isto" do que a "vai ali ver".
E se precisas de mexer em sites com login?
Este é o buraco real que o Work deixou. A OpenAI indica uma funcionalidade separada, o browser na nuvem do ChatGPT, para fluxos que exigem navegar com sessão iniciada. Não a testei, por isso não te vou prometer que cobre tudo o que o agente fazia. Para tarefas em que precisas de controlar um navegador a sério, a alternativa mais óbvia hoje é um browser com IA, como o Comet da Perplexity, que trabalha dentro da tua própria sessão (com os riscos de segurança que descrevemos nesse artigo).
O Work é seguro? O que mantém e o que muda
O princípio de risco é o mesmo de qualquer agente: quando uma IA lê conteúdo externo e tem acesso às tuas contas, alguém pode esconder instruções nesse conteúdo (a chamada prompt injection). O ataque AgentFlayer, que investigadores demonstraram contra o modo agente, é o exemplo clássico, e não há razão para pensar que o Work esteja imune a ideias parecidas.
Há um ponto a favor: o Work pede aprovação antes de ações importantes e deixa-te limitar as aplicações ligadas e decidir se as conversas servem para treinar o modelo. Boas práticas que mantenho:
- Liga só as aplicações de que a tarefa precisa (Definições, Aplicações ligadas) e desliga-as depois.
- Lê o plano antes de aprovar. É onde se vê se ele percebeu mal o pedido.
- Não mistures documentos de origem duvidosa com a tua caixa de email ligada na mesma tarefa.
- Revê tudo o que envolva enviar ou submeter antes de confirmares.
Para a base de privacidade do ChatGPT, o artigo sobre se o ChatGPT é seguro cobre o que precisas.
Vale a pena mudar para o Work?
Se usavas o agente para pesquisar, comparar e compilar informação, sim: o Work faz isso bem e entrega o resultado num formato utilizável. Se o teu uso dependia de navegar em sites com a tua conta, vais sentir a falta do agente e o Work sozinho não resolve. Sem plano pago, nada disto está disponível, e o guia de alternativas gratuitas ao ChatGPT mostra o que dá para fazer sem pagar.
Em resumo
O modo agente do ChatGPT acabou, e o Work é o sucessor. Ganhas planeamento, entregáveis e agendamento, perdes as sessões com login e os limites simples. Recria as tarefas agendadas à mão, liga poucas aplicações e lê sempre o plano antes de aprovar.
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Perguntas frequentes
O modo agente do ChatGPT ainda existe?
Não. A OpenAI retirou-o em 2026 e a página de ajuda diz que o agente já não está disponível, remetendo para o ChatGPT Work. O comando /agent e a opção no menu de ferramentas deixaram de existir.
Onde está o modo agente no ChatGPT agora?
Foi substituído pelo Work. Na web e na app móvel, usa o seletor Chat/Work por cima da caixa de texto. No computador, precisas da app nova do ChatGPT.
O ChatGPT Work é gratuito?
Não está incluído de forma completa na conta gratuita. Está disponível nos planos Plus, Pro, Business e Enterprise, e as contas Free e Go têm acesso limitado, sem gatilhos por evento.
O Work faz tudo o que o modo agente fazia?
Não. Faz melhor pesquisa e entregáveis (documentos, folhas, apresentações) e permite agendar tarefas, mas não inicia sessão em sites por ti nem te devolve o controlo a meio da tarefa.
O que aconteceu às tarefas agendadas do modo agente?
Segundo os relatos, deixaram de produzir resultados quando o modo foi removido, e não há migração automática. Tens de as recriar no Work.
O ChatGPT Work é seguro?
Pede aprovação antes de ações importantes e deixa limitar as aplicações ligadas, mas continua exposto ao risco geral de prompt injection nos agentes de IA. Liga só o necessário e revê o plano antes de aprovar.


